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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Belas e feras

 Sim, eu que me fechei nessa redoma.Tenho medo que possa me ferir mais uma vez, tenho medo de quase tudo, tudo que eu faço é me proteger e fugir.A vida me deu muitas pancadas, foram chuvas intensas demais, ventanias demais, calor demais.Sim, eu sei que também haviam os serenos da manhã, as brisas calmas e o calor aconchegante, tive que arcar com as consequências. Daqui de dentro da redoma vejo um mundo fantástico, que eu me privei de fazer parte, tudo acontece,  mas eu sou passiva a tudo.A vida existe, mas não faço mais parte dela.Nada mais me atinge, as tristezas, os medos, as ansiedades, tão pouco as surpresas e as alegrias.Tudo que que tenho é um pouco de sol.Não desabrocho, não cresço, sou sempre a mesma frágil e indefesa, como um cristal que vai se quebrar a qualquer momento.
 Queria ser  a princesa lá fora, que apesar de conviver com feras, sentir medos e saudades, é feliz.Sei que não é possível.Mas não é impossível que eu quebre a redoma, afinal fui eu quem a criei.Posso me permitir desabrochar, aliás eu tenho espinhos, talvez possa me defender.Talvez possa ser eu mesma e mostrar àqueles que me feriram, que sou melhor que imaginavam.Que não sou tão calma, tão passiva, tão frágil, tão ingênua e meiga.Desculpe se sou agressiva, mas também tenho esse direito!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Angústia Suprema-Rosa de Saron

Eu imagino seu olhar.
Eu o procuro no tempo.
A última noite entre nós,
angústia ao extremo.
Sua alma entristeceu
Companhia adormeceu.
Só a lua iluminar
a angústia de um Homem Deus.
Prostrou-se em terra, exprimiu sua aflições.
Um anjo consolava
e a tristeza o abalava.
Foi na solidão sua maior dor
Suor e sangue angústia e amor.
sua fé venceu a dor.
Ao seu destino se entregou.
A salvação seria tal qual Deus Pai queria.
Repleto de amor,
o sangue transpirou.
Rogério Feltrin / Eduardo Faro