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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Fantasia

 É engraçado como a gente gosta de se transportar para outros mundos. Quando somos crianças isso é evidente, meninas e meninos sonham com princesas e heróis em cavalos brancos ou que têm suas próprias asas.Quando a gente cresce parece que podam nossas asas ou sei lá percebemos que  realidade não é bem assim, que aquelas coisas não existem.Mas talvez por isso mesmo, por essa frieza no mundo, as pessoas mais sensíveis, ávidos leitores de sagas de livros, fãs de cinema e artes continuam se transportando para outros mundos.Lugares onde a maldade pode até existir, mas no final sempre é vencida.Acho necessário e indispensável para minha sanidade a fantasia, mas já que a fantasia sempre tem alguma verossimilhança, com sensibilidade notemos o extraordinário nos pequenos gestos cotidianos.Transportemos um pouco da beleza e coragem para o nosso mundo.Que saibamos reconhecer Aslan fora de Nárnia.




Rendas brancas

 Leia ouvindo:You belong with me ou outra da Taylor Swift
Eu costumava ser uma das garotas mais estranhas do ensino médio. Uma típica nerd. Aparelho, óculos, cabelos quase sempre amarrados, sempre bagunçados, nunca me preocupei com roupas, prefiro bons livros. A parte boa disso era que o tinha Ed o melhor amigo do mundo, éramos quase irmãos, compartilhávamos livros e jogos de vídeo- game e eu ganhava lanches da lanchonete que ele trabalhava.
 No último ano as coisas mudaram um pouco, minha mãe quis investir em mim. Sempre fui o investimento da família, meu futuro já estava traçado numa das melhores universidades, mas ela queria investir na minha beleza. Tirei o aparelho, arrumei os cabelos, ganhei lentes e roupas. Resolvi ir numa das últimas festas do colégio, ver se o investimento da minha mãe valeria a pena. Apesar de estar feliz com o que vi no espelho, conseguia ver meus olhos claríssimos, sabia que era besteira. Não queria decepcioná-la, mas não sei o que faria se o Ed realmente não fosse, acho que deveria levar um livro.
 Cheguei ao lugar da festa, puxava o meu vestido branco de rendas, sentia que era um pouco curto, tentava me equilibrar no salto e subir as escadas, acho que me dei razoavelmente bem. Até ver Charles, o garoto que eu gosto desde que me conheço por gente. A gente conversava e nos dávamos bem, mas ele e a garota que ele saia eram populares demais para que ele ficasse próximo de mim. Ele me deu o braço, e exclamou com surpresa: Elisabeth!Eu mais assustada ainda dei meu braço a ele. Subimos mais um lance de escadas em silêncio, sentir o calor dele era bom demais pra ser verdade, não queria estragar aquele momento dizendo alguma besteira.
 Fomos empurrados de repente, não sabemos por quem, Charles pareceu irritado e correu pra ver se encontrava a pessoa. Eu percebi que minha bolsa tinha sido roubada, mas isso não era o pior, minha lente tinha caído. Charles voltou sem êxito em sua busca, abaixou-se pra ver se eu estava bem, contei a ele o que aconteceu e em algum tempo ele encontrou minha lente. Charles muito sensível reparou que eu estava meio chateada e me convidou pra ir comer algo em outro lugar. Eu aceitei sem hesitar, nunca gostei de lugares com muita gente e não sabia dançar bem. Além  disso não sei qual a última vez que fiquei sozinha com ele, acho que em um trabalho da oitava série.
 Entramos no carro, ele tinha um excelente gosto musical, cantei baixinho todas as músicas até a lanchonete do pai do Ed. Me senti um pouco constrangida, mas aquele era o melhor hambúrguer da cidade e sabia que Ed entenderia .Charles pediu dois hambúrgueres e um refri grande pra viagem, olhei pra Charles um tanto surpresa,  Ed parecia estar mais ainda, senti minhas bochechas corarem, os lanches ficaram pronto rapidinho e aquele momento embaraçado acabou.
  Charles dirigiu até um lago afastado da cidade, comemos nossos lanches sentados na parte da frente do carro ouvindo boa música. Ele fez que eu me sentisse a vontade, cantei alto e tirei os sapatos, ele me tirou pra dançar. Nunca me senti tão bem, ou melhor, me senti  tanto quanto me sentia ao vencer Ed no vídeo game. Conversamos um bom tempo, a noite caia e eu estava tremendo de frio, Charles tirou sua jaqueta  jeans e colocou sob meus ombros.Naquele momento  o mundo parou para nós, queria que aqueles segundos durassem pra sempre, os olhos dele nos meus me davam segurança e medo, medo de perde-lo.Ele sorriu fazendo o meu mundo ter sentido, me ajudou arrumar os cabelos.Ele me confessou que não se divertia assim a muito tempo, que perdia seu tempo tentando ser perfeito, fazer tudo certo, mas que naquela noite, sem ninguém o olhando e regulando, foi espontâneo e me agradeceu por isso.Eu o  agradeci por me permitir estar ao seu lado nesse momento.
 Num relapso momento de sanidade puxei o braço dele que estava com o relógio e vi que era tarde. Quem estava com meu celular já devia ter recebido muitas ligações da minha mãe. Pedi pra que me levasse pra casa. Lá o clima estava pesado, o Ed estava lá e ficou apoiando as broncas do meu pai, minha mãe piscou pra mim, o investimento dela deu certo.

 Aquele semestre foi um dos melhores da minha vida, eu e Charles saíamos quase todos os dias depois do colégio, acho que sentíamos que algo ia nos separar. Me lembro numa das noites quentes do verão tínhamos saído e ele estava me levando pra casa, quando passamos pelo lugar onde ele fazia aulas de natação, já o tinha visto lá algumas vezes quando acompanhava o Ed.Queria que ele me ensinasse a saltar, Ed achava perigoso demais pra mim, mas ao lado de Charles todo perigo parecia pequeno.O puxei para a porta dos fundos, ele me ajudou a subir uma escadinha íngreme que dava acesso as piscinas, parecíamos duas crianças aprontando alguma.Não aconteceu nada demais comigo, eu estava bem, ele veio conferir,  um pouco preocupado.Eu fingi que me afoguei, ao chegar perto e ver que era brincadeira ele ficou bravo por um instante.Depois disse que era melhor eu saber nadar, nadei o mais rápido que eu pode e ele veio atrás puxando meu pé.Cansada me apoiei na borda da piscina, ele se encostou ao meu lado, recuperamos o fôlego.
 Ele me olhou como naquele dia da não festa, aquele olhar me chamava para a vida, acho que ele sentia o mesmo. Tive certeza quando ele se aproximou devagar e me beijou de leve. Aquilo parecia ser pouco para os anos que ficamos longe, ele me puxou para o seu corpo e me beijou com força. Aquilo me tirava o fôlego, mais que qualquer aula de natação. Ouvimos um barulho e corremos para não sermos pegos.
  Passou rápido demais, o fim do ensino médio estava chegando e os pais de Charles iriam mandá-lo para um intercâmbio de não sei quanto tempo. Era na verdade uma bela chance para ele crescer como atleta. Fiz uma pequena despedida para Charles. Ed foi e deu um presente a ele, um velho livro que gostávamos muito, vi aquilo como um sinal verde dele, uma trégua. Mas não me alegrou tanto, já era tarde Charles partiria naquela tarde.
 Aquelas foram as férias mais difíceis, Ed trabalhou muito e eu ficava em casa sozinha tentando estudar. As coisas não estavam saindo bem como eu queria e parecia não ter ninguém que se importasse. Os dias se arrastaram até a volta de Charles. Ele estava diferente, mudado, não foi só a barba que cresceu e davam a ele um ar de sério, mas ele parecia misterioso como se tivesse acontecido algo e eu não soubesse. Ed acabou descobrindo, Charles voltou para o noivado com aquela garota que ele estava saindo. Ed não me contou nada, mas ficou também com aquele ar de mistério, suas expressões não negavam que estava escondendo algo. Eu não estava entendendo nada, achei que tudo voltaria ao normal, que eles se dariam bem.
 Até que eu descobri que os dois fariam uma estúpida competição de natação. Aquilo virou um evento na minha pequena cidade, os dois eram realmente bons, as pessoas pagariam pra ver se fosse necessário. Eles pareciam não se importar, eu tinha a impressão que outra coisa estava em jogo e tinha algo a ver comigo. Me recusei a ir, meu levaram obrigada ,as  pequenas arquibancadas estavam lotadas, mas tinha  um lugar pra mim bem na frente perto da borda da piscina. Charles ganhou, eu meio que no automático ou alguma coisa do tipo  corri ao seu encontrou e  abracei com força, a gente não tinha se visto muito depois que ele voltou, mas muito provavelmente faria o mesmo se Ed tivesse ganhado.Charles me beijou como na primeira vez, como se quisesse me dizer algo.Ed se aproximou deu um forte aperto de mão em Charles, percebi sinceridade naquele gesto e percebi que tinha um sentido por trás dele que ainda não entendia.Puxei os dois e os abracei com vontade.Hoje acredito que Charles tenha pedido ajuda para Ed para consertar seu erro e Ed como bom irmão mas velho resolveu fazer uma aposta.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aprender um idioma

Depois da Jornada Mundial da Juventude decidi definitivamente que tenho e vou aprender inglês, como estou sem grana pra isso agora vou usando outros meios para aprender.
1.Ver filmes e ouvir músicas em inglês-dizem que fazer isso na hora de dormir é bom.
2.Ter aulas com amigos que falam o idioma.
3.Fazer aulas no Livemocha.É um site bem legal dá pra aprender online e gratuitamente vários idiomas.
4.No semestre que vem não vou me esquecer de me matricular no Cel na Unicamp, que é um local na faculdade que dá cursos para os alunos(o período de incrições é o mesmo das disciplinas) e também os chamados cursos de extensão para a comunidade (tem que ficar atento aos prazos no site).
O desenho abaixo faz parte de um ifográfico bem legal do CCAA, clica aqui pra ver tudo.